O que vai ficar...


As vezes deixamos as notas serem tocadas, as mágicas apresentadas, a água aquecida, sem notar nada disso. Perdemos toda a orquestra do mundo vivo, e que maravilhoso mundo! As pessoas olham pra tudo com um lado pessimista, um lado reprovador, um lado um tanto quanto sofredor. Ninguém pensa que a música acaba, as mágicas perdem seu segredo, e a água aquece em rápidos minutos. Os ponteiros do relógio giram sem perguntar a você se aquela é a hora ou momento certo, você tem que estar preparado pra cada momento, mesmo que você e mais ninguém entendam o porquê do mundo continuar girando quando todos estão parados, quando todos gritam um só coro com uma só voz. Muitos não percebem que a vida é rápida, mais que uma bala, mais que um pensamento... porém tão duradoura quanto puderes marcar a memória daqueles com quem convivestes... E não é fácil aceitar que alguém morreu, não importa a idade ou níveis de convivência. Basta ter convivido, e aprendido ou rido com aquela pessoa. Gastamos tempo demais com besteiras. Com rancores, com asneiras, quando tudo o que todos nós queremos é uma vida feliz, não importa se simples ou não, se humilde ou grandiosa. A saúde nos é fassanha, não avisa quando vai embora. E o que vai restar depois das flores murchas? dos olhares consoladores e uma vontade de tirar a pilha do relógio, voltar os ponteiros algumas muitas vezes e talvez mudar o passado para um que nem chegou a acontecer? O que vai restar são os sorrisos, as histórias entre família e amigos, a fotografia espontânea ou forjada, o sorriso tímido ou esbravessedor. O que vai ficar na memória são os momentos, que ninguém sabia ou tinha intenção, mas muitos deles fizerem desses momentos, os melhores momentos.
E se hoje o dia está nublado, chuvoso, é só para mostrar que não só nós (que conhecíamos a professora Adriana Castro) mas muitas, e muitas pessoas estão de luto por terem perdido alguém querido, ou alguém que mesmo não tendo um grande contato, admiravam.Acho que devemos ligar de menos para as coisas passageiras, e ligar demais para as pessoas. Na nossa lembrança não vai ficar um prédio ou carro bonito se não tinha ninguém junto para você mostrar.

"O que vai ficar na fotografia, são os laços invisíveis que havia".

Alice Mesquita (06/08/2009)

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3 comentários:

Matheus disse...

A foto ta linda. *--*

tsiwari disse...

Gastamos tempo demais com besteiras.

E aprendemos isso, muitas vezes, tarde demais! Parabéns pelo texto.

Alice Mesquita disse...

Obrigada Matheus *-* // Obrigada Tsiwari =)

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